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Medicina
Ocidental X Medicina Orietal |
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Hipócrates,
considerado no ocidente como o pai da medicina, nos deixou um
legado que muito mais se aproxima da medicina chinesa do que
a medicina praticada hoje no ocidente. Além da teoria
dos humores – fluídos que, acumulados no corpo,
poderiam ser causadores de doenças ou sintomas - manifestou
a concepção de enfermidade como uma ruptura do
equilíbrio orgânico cujo tratamento consistiria
na tentativa de reequilibrar o organismo. Segundo ele, o paciente
só poderia ser visualizado como um tod--o e nunca compartimentado.
Portanto, para a elaboração de um diagnóstico
correto, o médico deveria investigar tudo, inclusive
os hábitos de vida do doente. A observação
deveria ser acurada e global, para que nenhum detalhe se perdesse.
Segundo Hipócrates, é preciso estudar o doente
e não a doença.
Já outro médico, também famoso, Cornelius
Celso, nascido em Verona em data incerta, e que deixou magníficos
trabalhos de medicina, como cirurgias de hérnias, amputações
e tratamentos de feridas profundas, contestou a idéia
hipocrática de que o corpo podia possuir forças
curativas e acreditava que a cura de doenças dependia
unicamente da intervenção médica. Este
pensamento, intervencionista, é o que predomina até
hoje. |
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Outros médicos, como Galeno, influenciaram
sobremaneira os rumos da medicina. Além de criar uma
metodologia própria para manipulação de
pós e extratos, criou também um método
de terapia muito semelhante à tradicional medicina chinesa
como, por exemplo, tratar com calor doenças do frio ou
com umidade doenças de secura.
Outras
ciências, como a física, química e a biologia
contribuíram, de alguma forma para que a medicina se
definisse como a medicina ocidental de hoje ou a medicina oriental.
Segundo René Descarte, famoso matemático e filósofo,
o corpo era como um relógio, composto de partes com funções
específicas, exatamente como Newton via o universo, um
grande relógio com leis simples que determinavam seu
funcionamento mecanicamente.
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Diderot,
outro médico francês, do século XIX, ressuscitou
uma antiga teoria, denominada de Vitalismo, que acreditava que
todos os fatos inexplicáveis da natureza eram originados
da força vital, responsável pela vida. Com as
descobertas de Pasteur, também no século XIX,
e outros avanços técnicos, o Vitalismo deu lugar
ao Reducionismo, que é acorrente que predomina até
hoje, que diz que o conhecimento se deve a compreensão
do funcionamento microscópico dos organismos vivos.
Baseado nesta corrente filosófica é que a medicina
ocidental tende a reduzir os fenômenos aos seus elementos
mais simples, buscando um único efeito causador, para
que possa estudá-los separadamente.
Como conseqüência disto temos a tendência ocidental
de separar a doença do paciente e do meio ambiente para
tratá-la isoladamente. |
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Já o pensamento chinês vê a doença
como a ocorrência simultânea de diferentes fenômenos
provocadores de uma desarmonia entre o homem, a família
e a natureza, por isso o tratamento visa restabelecer padrões
de harmonia que conduzem não só a cura mas à
prevenção de outros estados patológicos.
É fácil perceber, então, que a medicina
ocidental é muito mais “Corneliana” ou Reducionista
que Hipocrática, como costuma se definir. Este termo,
Hipocrática, é muito mais cabível para
a medicina chinesa, como Acupuntura ou Fitoterapia. |
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